AVCB e CLCB: documentos essenciais para abrir e manter sua empresa regular

Ao abrir uma empresa, não basta ter CNPJ e alvará. Em muitos casos, também é obrigatório regularizar o imóvel junto ao Corpo de Bombeiros. É aí que entram dois documentos importantes: o AVCB e o CLCB.

Eles comprovam que o local onde a empresa funciona possui condições mínimas de segurança contra incêndio e que está dentro das exigências da legislação.

Por que isso é obrigatório?

A lei exige que as empresas funcionem em locais seguros para colaboradores, clientes e vizinhos. Sem essa regularização, o negócio pode enfrentar:

– dificuldade para obter alvará
– multas
– interdição do estabelecimento
_ problemas com seguradoras
– riscos legais em caso de acidentes

Ou seja, não é apenas burocracia: trata-se de uma exigência legal e de segurança.

O que é o AVCB?

O AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) é emitido após uma vistoria presencial no imóvel. Ele confirma que o local possui itens como:

* extintores
* sinalização de emergência
* iluminação de emergência
* rotas de fuga
* sistemas de proteção contra incêndio exigidos pelas normas

Geralmente, é necessário para empresas maiores, com grande circulação de pessoas ou atividades de maior risco.

O que é o CLCB?

O CLCB (Certificado de Licença do Corpo de Bombeiros) é uma versão simplificada, usada para atividades de baixo risco, como:

– escritórios
– consultórios
– pequenas lojas
– empresas de serviços

Nesses casos, a emissão costuma ser mais rápida e, em muitos estados, é feita a partir de declaração eletrônica, sem vistoria inicial.

Qual a diferença entre eles?
– AVCB: exige vistoria presencial e costuma ser aplicado a imóveis maiores ou com maior risco.
– CLCB: tem processo simplificado, voltado a empresas menores e de baixo risco.

A escolha não é opcional. Ela depende da atividade, do tamanho do imóvel e das normas de segurança aplicáveis.

Quando o documento é exigido?

O AVCB ou o CLCB podem ser solicitados:
– na abertura da empresa
– para obtenção do alvará de funcionamento
– na mudança de endereço
– na renovação de licenças
– em fiscalizações de rotina

Sem o documento adequado, a empresa pode não conseguir operar regularmente.

Por que verificar isso antes de abrir a empresa?

É comum o empreendedor alugar um imóvel e só depois descobrir que precisará fazer adaptações caras para atender às normas de segurança.

Por isso, o ideal é analisar antes:
– se o imóvel é adequado
– qual documento será exigido (AVCB ou CLCB)
– quais ajustes podem ser necessários

Esse cuidado ajuda a evitar atrasos na abertura da empresa e custos inesperados com obras e adequações.

AVCB e CLCB são documentos fundamentais para a abertura e o funcionamento regular de empresas. Eles garantem que o estabelecimento está mais seguro e em conformidade com a legislação.

Antes de abrir seu negócio ou mudar de endereço, vale a pena verificar qual documento será necessário para o seu caso. Esse planejamento reduz riscos, evita multas e interrupções nas atividades e permite que a empresa opere com muito mais tranquilidade.

Isenção do Imposto de Renda até R$ 5.000: Entenda a Lei 15.270/2025 e o Impacto para Empresários

O cenário tributário brasileiro está em constante transformação, e a recente aprovação da Lei 15.270, de 2025, trouxe uma novidade que promete aliviar o bolso de muitos contribuintes: a isenção do Imposto de Renda para rendas mensais de até R$ 5.000. Para empresários, entender essa mudança é fundamental para ajustar a gestão financeira e planejar melhor os recursos da empresa e dos colaboradores.

Neste artigo, vamos destrinchar os principais pontos sobre essa isenção, explicar quem pode se beneficiar, quais os impactos para as empresas e como usar essa informação para otimizar a gestão fiscal. Acompanhe!

O que diz a Lei 15.270/2025 sobre a isenção do Imposto de Renda?

A Lei 15.270, sancionada em 26 de novembro de 2025, alterou a tabela progressiva do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). O destaque principal é a elevação do limite de isenção para rendas mensais de até R$ 5.000,00, um aumento significativo em relação ao limite anterior, que estava em R$ 1.903,98.

Quadro comparativo da faixa de isenção

Limite de Isenção Mensal (R$) |
Até o final de 2025:  1.903,98 
A partir de 2026  5.000,00 

Essa mudança significa que trabalhadores, prestadores de serviço e empresários que recebem até esse valor mensal não precisarão recolher o imposto sobre essas rendas, o que representa uma redução direta nos custos tributários para uma parcela significativa da população.

Quem pode se beneficiar da isenção até R$ 5.000?

A isenção abrange a base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Física, ou seja, pessoas físicas que recebem até R$ 5.000 de renda mensal, incluindo salários, pró-labore, aluguéis e outras fontes tributáveis.

Empresários e sócios

Para empresários, especialmente aqueles que retiram pró-labore, essa alteração é relevante. Se o pró-labore mensal estiver dentro do limite de R$ 5.000, o imposto de renda sobre esse valor deixa de ser cobrado, diminuindo a carga tributária pessoal.

Funcionários e colaboradores

No caso dos colaboradores, a medida aumenta o poder aquisitivo ao reduzir descontos no contracheque, o que pode impactar positivamente o clima organizacional e a produtividade.

Impactos práticos para a gestão empresarial

1. Revisão da folha de pagamento

Empresas precisam ajustar o cálculo do Imposto de Renda retido na fonte (IRRF) para os funcionários e sócios. Com o novo limite, o recolhimento para rendas até R$ 5.000 será zerado, o que exige atualização dos sistemas de folha.

2. Planejamento tributário

A isenção permite um planejamento financeiro mais eficiente, pois reduz os impostos pagos sobre retiradas de sócios e salários mais baixos, possibilitando redirecionar recursos para investimentos, capacitação ou melhoria das condições de trabalho.

3. Ajustes no pró-labore

Sócios que retiram valores próximos ao limite de isenção podem aproveitar para ajustar o pró-labore, evitando recolhimentos desnecessários de IR e otimizando a distribuição de lucros da empresa.

Como calcular o impacto da isenção na prática?

Vamos a um exemplo simples para facilitar a compreensão.

Cenário Valor mensal R$ IR antes da lei (aprox) IR após da lei (aprox) Economia mensal R$ (aprox)
Funcionário com salário
4.500,00
275,00
0,00
275,00
Sócio com pró-labore
5.000,00
340,00
0,00
340,00
Funcionário com salário
6.000,00
640,00
320,00
320,00

 

Valores aproximados para fins didáticos.

Esse quadro mostra que, para rendas até R$ 5.000, o imposto deixa de ser cobrado, trazendo uma economia direta no bolso do contribuinte e, indiretamente, para a empresa, que não precisa fazer o recolhimento do IRRF.

O que empresários precisam fazer para se adequar?

-Atualizar sistemas de folha de pagamento

– Softwares e plataformas de gestão devem ser atualizados para refletir a nova tabela de IR, evitando erros no cálculo e recolhimento.

– Capacitar o departamento financeiro e contábil

– Profissionais responsáveis devem estar atentos à mudança para orientar corretamente e garantir a conformidade fiscal.

– Revisar contratos e pró-labore

– Avaliar se a remuneração dos sócios e colaboradores está adequada ao novo cenário tributário pode gerar economias relevantes.

 

Perguntas frequentes sobre a isenção até R$ 5.000

1. A isenção vale para todos os tipos de renda?
Aplica-se à renda tributável do IRPF, como salários, pró-labore e aluguéis. Não altera a tributação sobre outras rendas específicas, como ganhos de capital. 

2. A empresa deixa de recolher algum imposto?
A empresa deixa de recolher o IRRF sobre valores até o limite, mas mantém outras obrigações, como INSS e FGTS.

3. A isenção é automática?
Sim, desde que o valor da renda esteja dentro do limite fixado pela lei, o imposto não será retido na fonte.

Resumo

A Lei 15.270/2025 representa um passo importante na simplificação da tributação sobre a renda pessoal, beneficiando diretamente trabalhadores, empresários e sócios com rendas até R$ 5.000 mensais. Para as empresas, a mudança gera oportunidades de revisão estratégica da folha de pagamento, redução de custos e melhor alinhamento fiscal.

Com a correta atualização dos processos internos e atenção às novas regras, empresários poderão aproveitar esse benefício para fortalecer a saúde financeira da empresa e valorizar colaboradores e sócios. Fique atento, atualize seus sistemas e consulte seu contador para garantir que sua empresa esteja alinhada com essa importante alteração tributária.

Quer aprofundar seu conhecimento sobre gestão tributária? Conte com especialistas para orientar sua empresa nas mudanças e garantir que você aproveite todas as oportunidades legais para reduzir custos e impulsionar seus negócios.

A Athus mantém atualização constante para te atender da melhor forma e dentro das normais vigentes. Conte conosco!

Por que analisar o regime tributário anualmente é essencial para a saúde financeira da sua empresa

No universo empresarial, decisões estratégicas podem fazer toda a diferença entre o sucesso e o prejuízo. Uma dessas decisões, muitas vezes deixada em segundo plano, é a escolha do regime tributário. Com as constantes mudanças no cenário econômico e nas legislações fiscais, revisar essa escolha pelo menos uma vez ao ano se torna fundamental. Especialmente neste momento do ano, quando o planejamento para o próximo exercício está em pauta, avaliar se o atual regime continua adequado pode garantir economia, segurança e vantagem competitiva.

Entendendo a importância do regime tributário

O regime tributário determina como sua empresa será tributada pelo governo. No Brasil, as principais opções são o Simples Nacional, o Lucro Presumido e o Lucro Real. Cada um possui características específicas, regras próprias e impactos diretos no fluxo de caixa e na carga tributária.

Escolher o regime correto não é apenas uma questão de cumprir obrigações fiscais. Trata-se de uma estratégia para maximizar resultados, evitar custos desnecessários e manter a saúde financeira do negócio. Contudo, o que foi ideal em um ano pode não se aplicar ao seguinte. Por isso, a análise periódica é tão importante.

 Por que revisar o regime tributário anualmente?

1. Mudanças no faturamento e no perfil da empresa

O crescimento ou a redução do faturamento pode alterar a elegibilidade de sua empresa para determinados regimes. Por exemplo, o Simples Nacional tem um limite anual de receita bruta. Se sua empresa ultrapassar esse limite, será obrigada a migrar para outro regime, possivelmente com uma carga tributária maior.

Além disso, mudanças no porte, no número de funcionários ou no mix de produtos e serviços podem influenciar a escolha. Um regime que antes era vantajoso pode se tornar um peso financeiro.

2. Atualizações na legislação tributária

A legislação fiscal brasileira está em constante transformação. Novas leis, alterações nas alíquotas e mudanças nos critérios de apuração podem impactar diretamente o quanto sua empresa pagará de impostos.

Ao realizar a revisão anual, sua empresa se mantém atualizada, aproveita eventuais benefícios e evita surpresas desagradáveis, como multas ou autuações por irregularidades.

3. Planejamento estratégico e financeiro

Com o fechamento do ano fiscal, é hora de olhar para o futuro. O planejamento financeiro para o próximo ano deve considerar o regime tributário ideal, alinhado às projeções de crescimento, investimentos previstos e possibilidades de expansão.

Revisar o regime tributário permite ajustar o planejamento, otimizando recursos e reduzindo custos com tributos, o que pode liberar capital para outras prioridades do negócio.

4. Otimização da carga tributária

Nem sempre o regime escolhido no início da atividade é o que oferece a menor carga tributária ao longo do tempo. Uma análise detalhada pode revelar que, dependendo do cenário, migrar para outro regime pode representar uma economia significativa.

Essa decisão deve considerar não só a alíquota nominal, mas também a base de cálculo, deduções, créditos tributários e obrigações acessórias, para garantir que a mudança traga benefícios reais.

Como realizar a análise do regime tributário

Avaliação do faturamento e das receitas

O primeiro passo é analisar o faturamento anual e a previsão para o próximo exercício. Isso determina quais regimes são permitidos e viáveis para sua empresa.

Levantamento das despesas e custos tributários

Calcule quanto sua empresa paga atualmente em impostos e quais seriam os valores estimados em outros regimes. Considere também os custos indiretos, como obrigações acessórias e a complexidade na gestão fiscal.

Análise do perfil operacional e das atividades

Alguns regimes têm restrições quanto ao tipo de atividade econômica. Verifique se sua empresa se enquadra nas regras de cada regime e se há vantagens específicas para seu segmento.

Consultoria especializada

Contar com o apoio de um contador ou consultor tributário experiente é fundamental. Eles podem realizar simulações detalhadas, interpretar a legislação e indicar o melhor caminho para seu negócio.

Timing: por que fazer essa análise agora?

O fim do ano é o momento ideal para revisar o regime tributário justamente porque muitas decisões para o próximo ano estão sendo definidas. Além disso, algumas mudanças exigem planejamento prévio para serem implementadas corretamente.

Por exemplo, migrar para o Lucro Real pode demandar uma estrutura financeira e contábil mais robusta. Se essa mudança for necessária, quanto antes for identificada, melhor para evitar transtornos.

Também é o momento de considerar as perspectivas econômicas, como inflação, mudanças no mercado e políticas públicas, que podem afetar a carga tributária.

Benefícios práticos de uma revisão anual do regime tributário

– Redução de custos fiscais: Identificar oportunidades para pagar menos impostos de forma legal.
– Segurança jurídica: Evitar riscos de autuações e multas por incompatibilidade no regime.
– Melhor gestão financeira: Planejamento mais preciso e alinhado com a realidade do negócio.
– Flexibilidade para crescer: Ajustar o regime de acordo com o porte e a estratégia da empresa.
– Aproveitamento de benefícios fiscais: Explorar incentivos e regimes especiais quando disponíveis.

Empreender exige olhar para cada detalhe que impacta a rentabilidade e a sustentabilidade da empresa. A escolha do regime tributário é um desses detalhes que, quando bem gerenciado, pode representar uma vantagem competitiva significativa.

Revisar essa decisão pelo menos uma vez ao ano, especialmente no momento de planejar o próximo exercício, é mais do que uma recomendação — é uma prática estratégica indispensável. Atualizar-se, analisar cenários, projetar resultados e contar com o apoio de especialistas são passos que garantirão à sua empresa não apenas conformidade fiscal, mas também eficiência e vantagem no mercado.

Não deixe para depois: comece agora mesmo a avaliar o regime tributário da sua empresa e prepare-se para um próximo ano com mais segurança e melhores resultados.

Consignado CLT

Saiba como funciona o novo empréstimo consignado para empregados CLT

O Crédito do Trabalhador é uma nova modalidade de empréstimo consignado voltada a trabalhadores do setor privado com carteira assinada (CLT). Lançado pelo Governo Federal, o programa tem como diferencial a possibilidade de desconto direto em folha de pagamento, o que reduz o risco de inadimplência e permite taxas de juros mais baixas.

Além disso, os trabalhadores podem oferecer como garantia até 10% do saldo do FGTS e 100% da multa rescisória, ampliando seu acesso ao crédito em condições mais vantajosas.

Quem pode solicitar?

Têm direito a solicitar o Crédito do Trabalhador:

– Empregados do setor privado com carteira assinada (CLT)

– Trabalhadores domésticos

– Trabalhadores rurais

– Microempreendedores Individuais (MEIs) com vínculo empregatício ativo

Como funciona a solicitação do crédito?

Todo o processo é digital e feito pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital), disponível gratuitamente para Android e iOS.

Passo a passo para o trabalhador:

1. Acesse o app Carteira de Trabalho Digital
Baixe o aplicativo e instale no seu celular.

2. Faça login com a conta gov.br 
Se não tiver uma conta, será necessário criá-la.

3. Vá até o menu “Empréstimos” 
Localize o ícone no menu inferior do app.

4. Leia as instruções e vá para a opção “Ir para Empréstimos”
O sistema explicará como funciona o crédito consignado.

5. Simule seu empréstimo
Informe o valor desejado e o número de parcelas. Clique em “Simular empréstimo”.

6. Solicite propostas
Autorize o compartilhamento dos seus dados com instituições financeiras habilitadas e clique em “Solicitar propostas de empréstimos”.

7. Analise e contrate
As instituições enviarão propostas com as condições disponíveis. Você pode analisar e contratar o crédito diretamente pelo app.

Como é feito o desconto das parcelas?

As parcelas do empréstimo são descontadas diretamente da folha de pagamento, utilizando a margem consignável de 35% do salário do trabalhador. Esses descontos são informados pela empresa ao sistema eSocial, que serve como base para a geração da guia de recolhimento no FGTS Digital.

Após o pagamento da guia pela empresa, os valores são repassados à instituição financeira pelo governo, em até dois dias úteis.

E se o trabalhador for demitido?

No caso de desligamento, o saldo devedor do empréstimo pode ser coberto com:

* O uso da multa de 40% do FGTS, que o empregado autoriza como garantia;

* O desconto sobre as verbas rescisórias, respeitando os limites legais.

Essa medida oferece segurança adicional à instituição financeira e evita a negativação do trabalhador.


O que os empregadores devem fazer?

O sucesso do programa depende diretamente do papel ativo dos empregadores. Veja as obrigações e responsabilidades:

1. Estar integrado ao eSocial

A empresa precisa estar regularizada no sistema eSocial, por meio do qual:

❗ Realiza os descontos das parcelas em folha;

❗ Declara os valores ao sistema;

❗ Gera os dados para emissão da guia de pagamento no FGTS Digital.

2. Efetuar o desconto corretamente

O desconto das parcelas deve ser feito mensalmente, com o valor exato acordado entre o trabalhador e a instituição financeira.

3. Declarar e recolher os valores no prazo

A empresa é responsável por declarar os valores no eSocial e efetuar o pagamento da guia gerada. Após o pagamento, o governo repassa os valores à instituição financeira.


O que acontece se o empregador não repassar os valores?

O não repasse ou o atraso no recolhimento dos valores descontados dos salários dos trabalhadores pode gerar graves consequências:

– Responsabilidade legal: A empresa pode responder judicialmente por apropriação indébita, já que reteve um valor do trabalhador sem repassá-lo ao destino correto.

– Danos morais ao trabalhador: Caso o nome do trabalhador seja negativado ou ele sofra cobranças indevidas por falha da empresa, a Justiça pode condenar o empregador a pagar indenização por danos morais.

– Multas e encargos financeiros: A empresa poderá arcar com multas e juros sobre os valores não pagos, além de complicações administrativas.

– Comprometimento da reputação: Empresas que não cumprem suas obrigações podem enfrentar danos à sua imagem e à relação com funcionários e parceiros comerciais.


Recomendações para uma gestão segura

Empresas:

✅ Mantenham os dados dos trabalhadores sempre atualizados no eSocial.

✅ Estabeleçam rotinas internas para controlar os prazos e valores dos repasses.

✅ Realizem revisões periódicas da folha de pagamento para garantir a conformidade.

Trabalhadores:

✔ Acompanhem os descontos e verifiquem se estão sendo corretamente repassados.

✔ Mantenham seu cadastro atualizado no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital.

✔ Ao identificar qualquer irregularidade, comuniquem imediatamente o RH da empresa e a instituição financeira.


——————-

O Crédito do Trabalhador representa um avanço importante na oferta de crédito aos trabalhadores formais, oferecendo condições mais acessíveis, digitais e seguras. No entanto, a eficácia do programa depende da transparência e comprometimento tanto dos empregados quanto dos empregadores.

Empresas que mantêm uma boa gestão das obrigações trabalhistas e financeiras fortalecem sua cultura de responsabilidade e confiança com seus colaboradores.

Etapas do Crédito do Trabalhador

1. Acesse o app Carteira de Trabalho Digital
2. Simule e solicite propostas de empréstimo
3. Instituições financeiras enviam propostas
4. Escolha e contrate diretamente pelo app
5. Empregador desconta parcelas em folha
6. Declaração no eSocial e guia no FGTS Digital
7. Empregador paga a guia gerada
8. Governo repassa os valores à instituição financeira

Medida de Segurança PIX

Banco Central reforça a segurança do Pix e dificulta fraudes

O Banco Central anunciou uma nova medida para aumentar a segurança das transações via Pix. A partir de agora, CPFs e CNPJs irregulares não poderão registrar chaves Pix, reduzindo as chances de fraudes e golpes financeiros. A medida visa impedir que criminosos utilizem documentos suspensos, cancelados ou nulos para realizar transações fraudulentas.

O que muda com a nova regra do Pix?

A partir da alteração anunciada pelo Banco Central no dia 6 de março de 2025, as instituições financeiras e de pagamento participantes do Pix precisarão garantir que os nomes das pessoas físicas e jurídicas vinculadas às chaves Pix estejam em conformidade com os registros da Receita Federal. Isso significa que:

– CPFs e CNPJs irregulares serão bloqueados do sistema do Pix;
– Chaves registradas em nome de pessoas falecidas ou empresas inativas serão excluídas;
– Não será mais possível alterar informações de chaves aleatórias;
– Chaves vinculadas a e-mails não poderão mais ser transferidas para outro dono;
– O Banco Central monitorará ativamente o cumprimento das regras, aplicando penalidades quando necessário.

Como isso impacta os usuários?

A principal vantagem dessa nova regulamentação é a redução do risco de fraudes e golpes financeiros. Muitos criminosos utilizavam documentos com informações inconsistentes ou de pessoas falecidas para criar chaves Pix falsas e aplicar golpes. Com essa nova medida, o Banco Central busca dificultar a atuação desses fraudadores e trazer mais tranquilidade para os usuários do sistema de pagamentos instantâneos.

Além disso, a Receita Federal lançou uma nova funcionalidade chamada Proteção do CPF, que impede que o documento seja utilizado sem autorização no quadro societário de empresas. Essa ferramenta gratuita pode ser acessada pelo site: Proteção do CPF.

Como verificar a situação do seu CPF ou CNPJ?

Para garantir que seus documentos estejam regulares e evitar problemas ao usar o Pix, é recomendável que empresas e pessoas físicas consultem sua situação cadastral diretamente no site da Receita Federal. Caso o CPF ou CNPJ esteja com pendências, é possível regularizá-los conforme as instruções fornecidas pela Receita.

Passos para consultar seu CPF ou CNPJ:

1. Acesse o site da Receita Federal;
2. Informe seu CPF ou CNPJ no campo indicado;
3. Confira se sua situação está “regular” ou se há alguma restrição;
4. Caso seu CPF ou CNPJ esteja irregular, entre em contato conosco para que possamos regularizar sua situação.

Menor Aprendiz – Você está obrigado a contratar?

Contratação de Menor Aprendiz

Principais Alterações do Decreto 11.479/2023 que Todo Empresário Deve Conhecer

1. Quem precisa contratar aprendizes?

De acordo com as normas, as empresas que possuem pelo menos sete funcionários em funções que exijam formação profissional estão obrigadas a contratar aprendizes. A legislação estabelece que a cota de aprendizes deve ser de:

– No mínimo, 5% e, no máximo, 15% do total de funcionários que exercem funções demandando formação profissional.

Essa obrigatoriedade se aplica a empresas de médio e grande porte, independentemente de sua natureza ou setor de atuação. Por outro lado, estão dispensadas da contratação:

– Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP).
– Entidades sem fins lucrativos (ESFLs) com objetivo de promover educação profissional.

2. Faixa Etária dos Aprendizes

O decreto reafirma que jovens entre 14 e 24 anos podem ser contratados como aprendizes. No caso de aprendizes com deficiência, não há limite máximo de idade. Para adolescentes de 14 a 18 anos, a contratação deve priorizar atividades seguras, sem exposição a riscos de insalubridade ou periculosidade.

3. Duração do Contrato de Aprendizagem

O contrato de aprendizagem agora tem prazo máximo fixado em 2 anos, eliminando a possibilidade de extensão para 3 anos, como anteriormente permitido.

4. Base de Cálculo para a Cota

O cálculo da cota obrigatória de aprendizes foi alterado. A partir de agora, são incluídos na base de cálculo:

– Empregados afastados por auxílio ou benefício previdenciário.
– Trabalhadores intermitentes.

Essa mudança pode elevar o número de aprendizes que uma empresa precisa contratar, especialmente em empresas de maior porte.

5. Jornada de Trabalho

A jornada diária dos aprendizes continua limitada a 6 horas para todos, independentemente de sua escolaridade. Foi eliminada a possibilidade de jornadas de 8 horas para aprendizes que já concluíram o ensino médio.

6. Certidão de Cumprimento da Cota

Para atender às exigências da Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021), o Ministério do Trabalho implementará um sistema eletrônico que permitirá às empresas emitirem certidões que comprovem o cumprimento da cota de aprendizes. Isso é especialmente relevante para empresas que participam de licitações públicas.

7. Fiscalização e Penalidades

A fiscalização das empresas será intensificada, com a Auditoria Fiscal do Trabalho verificando o cumprimento das normas de aprendizagem. Empresas que não cumprirem as obrigações podem sofrer penalidades e multas.

Por que essas mudanças são importantes?

As alterações visam reforçar o cumprimento da legislação, assegurar oportunidades de formação profissional para jovens e melhorar a qualidade dos programas de aprendizagem. Empresários devem estar atentos às novas regras para evitar inconsistências legais e contribuir com o desenvolvimento de novos talentos para o mercado de trabalho.

Dicas para sua empresa estar em conformidade

1. Revisite o quadro de funcionários: Certifique-se de que sua empresa está contabilizando corretamente os funcionários que exercem funções demandando formação profissional.
2. Calcule sua cota: Determine o número de aprendizes necessários para atender ao mínimo de 5% e máximo de 15%.
3. Implemente um programa de aprendizagem: Garanta que as atividades práticas sejam seguras e que os aprendizes recebam orientação adequada.
4. Acompanhe a legislação: Fique de olho no sistema eletrônico para emissão de certidões e esteja preparado para auditorias.

Adaptar-se a essas mudanças garante a conformidade com a legislação e pode ser uma oportunidade para formar futuros profissionais, contribuindo para a sociedade e para o sucesso de sua empresa.

Transfer Price

O que é Transfer Price (ou Preço de Transferência)?

Transfer Price, ou Preço de Transferência, é um conceito essencial para empresas que operam internacionalmente e realizam transações entre filiais ou subsidiárias em diferentes países. Em resumo, trata-se do preço estabelecido para a transferência de bens, serviços ou direitos entre empresas de um mesmo grupo econômico, mas que estão situadas em países distintos.

Por que o Transfer Price é importante?

Esse conceito surge da necessidade de garantir que os preços praticados entre empresas relacionadas sejam justos e próximos aos preços de mercado, evitando práticas de manipulação de valores com o intuito de reduzir a carga tributária em um ou mais países. Na prática, quando uma empresa brasileira compra insumos de uma filial sua localizada, por exemplo, nos Estados Unidos, o preço que ela paga por esses insumos precisa ser um valor justo, semelhante ao que ela pagaria a uma empresa não relacionada.

Como o Transfer Price impacta as empresas?

1. Evita evasão fiscal: Sem uma regulamentação, empresas poderiam transferir lucros para países com menor carga tributária, pagando menos impostos.
2. Compliance: Cumprir as normas de Transfer Price é essencial para que a empresa evite sanções fiscais e problemas com órgãos de fiscalização.
3. Impacto no lucro: Preços de transferência precisam ser bem calculados para que a operação seja sustentável e não comprometa o lucro das unidades.

Métodos de Cálculo de Transfer Price

A Receita Federal brasileira exige o uso de métodos específicos para calcular o preço de transferência, como o Método do Custo de Produção mais Lucro (CPL) ou o Método do Preço de Revenda menos Lucro (PRL). Esses métodos são usados para garantir que os valores estejam dentro dos limites exigidos.

O Transfer Price é uma medida essencial para empresas que importam e exportam dentro de um grupo econômico, pois ajuda a assegurar o cumprimento das regras fiscais e evita problemas com o fisco. Implementar essa prática de forma correta, com suporte especializado, é fundamental para que a empresa opere com segurança e transparência em transações internacionais.

Conte com a Athus para te apoiar nas operações de Trans Price, mantendo assim o compliance fiscal e tendo uma visão clara do resultado de cada operação.

Planejamento Orçamentário

A importância do Planejamento Orçamentário para o sucesso do seu negócio

Um bom planejamento orçamentário é um dos principais pilares de qualquer empresa, independentemente do porte ou setor de atuação. Mas, afinal, o que é o planejamento orçamentário? De forma simples, ele é uma previsão detalhada das receitas e despesas esperadas para determinado período, ajudando a empresa a organizar suas finanças e tomar decisões com base em dados.

Neste artigo, vamos explicar como o planejamento orçamentário pode transformar o sucesso do seu negócio, com dicas e pontos importantes para você começar a aplicá-lo de forma estratégica.

Vantagens do Planejamento Orçamentário

✔ Controle Financeiro: Com o orçamento em mãos, você tem uma visão clara de quanto entra e quanto sai da empresa. Isso ajuda a evitar surpresas financeiras e garante que os recursos sejam utilizados de forma eficaz.

✔ Prevenção de Problemas: Um bom planejamento permite antecipar situações difíceis, como momentos de baixa nas vendas ou aumentos inesperados de custos. Assim, sua empresa pode se preparar melhor para lidar com esses desafios.

✔ Base para Tomadas de Decisões: Ao saber exatamente quais recursos estão disponíveis, você consegue tomar decisões mais assertivas, evitando despesas que não tragam retorno e investindo no que realmente gera valor para o seu negócio.

✔ Acompanhamento de Metas: Com um planejamento bem elaborado, é possível estabelecer metas e acompanhar o cumprimento de cada uma delas, facilitando o crescimento sustentável da empresa.

✔ Redução de Custos Desnecessários: Ao avaliar cuidadosamente as despesas, o orçamento permite identificar e eliminar gastos que podem ser cortados, o que contribui diretamente para a saúde financeira.

Desvantagens de Não Ter um Planejamento Orçamentário

❗ Falta de Controle e Organização: Sem um orçamento bem definido, é fácil perder o controle dos gastos e acabar enfrentando crises financeiras que poderiam ter sido evitadas.

❗ Incertezas no Futuro: Sem uma previsão financeira, sua empresa pode ser pega de surpresa por períodos de baixa ou altos custos, dificultando a continuidade das operações e a tomada de decisões.

❗ Perda de Oportunidades: Sem o controle das finanças, a empresa pode não ter recursos suficientes para aproveitar oportunidades importantes que surgem ao longo do caminho.

 

Aspectos Importantes para um Planejamento Orçamentário de Sucesso

Conheça Bem os Custos: Antes de mais nada, é essencial conhecer todos os custos envolvidos nas operações. Isso inclui despesas fixas (como aluguel e salários) e variáveis (como matéria-prima e transporte).

Estabeleça Metas Realistas: Ao criar o orçamento, defina metas que sejam desafiadoras, mas alcançáveis, para evitar frustrações e garantir o crescimento da empresa.

Monitore e Ajuste o Orçamento Regularmente: O planejamento orçamentário não deve ser um documento engessado. É importante revisá-lo frequentemente e fazer ajustes conforme as condições do mercado ou da própria empresa mudem.

Invista em Ferramentas de Controle: Para facilitar o acompanhamento, investir em ferramentas de gestão orçamentária pode ser uma grande vantagem.

O QUE CONSIDERAR NA HORA DE ELABORAR SEU ORÇAMENTO

Quando o assunto é orçamento, é fundamental que ele seja construído de forma detalhada e adaptada à realidade da sua empresa. Aqui estão alguns pontos que você não pode esquecer:

🔎 Receitas e Despesas Detalhadas: Liste todas as fontes de receita e as despesas previstas para cada período.

🔎 Previsão de Investimentos: Considere o planejamento para novos investimentos e expansões futuras.

🔎 Fluxo de Caixa: Não esqueça de analisar o fluxo de caixa, ou seja, a entrada e saída de recursos ao longo do tempo, para evitar apertos financeiros.

 

Um bom planejamento orçamentário é um dos principais pilares de qualquer empresa, independentemente do porte ou setor de atuação. Mas, afinal, o que é o planejamento orçamentário? De forma simples, ele é uma previsão detalhada das receitas e despesas esperadas para determinado período, ajudando a empresa a organizar suas finanças e tomar decisões com base em dados.

Quer melhorar o controle orçamentário do seu negócio?

O planejamento orçamentário é um processo que exige atenção aos detalhes e uma visão estratégica. E se você está buscando melhorar o controle financeiro da sua empresa, conheça nossa Controladoria Digital! Com essa solução, você terá acesso a ferramentas e profissionais especializados para monitorar e ajustar seu orçamento de forma contínua, garantindo decisões mais assertivas e um crescimento sustentável.

Monitoramento de atividades financeiras

Fiquem atentos ao novo convênio do CONFAZ.

MONITORAMENTO TRANSAÇÕES PIX, CARTÃO DE CRÉDITO E DÉBITO

Com a nova composição do convênio, os bancos passarão a informar para a Receita Federal e as Estaduais os valores recebidos via PIX, cartão de crédito ou débito.

 

Qual a consequência prática disso?
Os estados irão apurar se os valores recebidos por esses meios estão amparados por documentos fiscais (Notas Fiscais, Cupons Fiscais, Conhecimentos de Transportes, etc.). Caso não estejam, haverá uma notificação para incluir tais valores nas respectivas declarações e pagar os devidos impostos.

 

Cronograma:
As informações geradas em janeiro, fevereiro e março de 2022 deverão ser repassadas pelas instituições bancárias para as Receitas Estaduais até abril de 2023 e os demais períodos sequencialmente.

Obs.: As informações realizadas via PIX serão comunicadas à Receita de forma retroativa, ou seja, desde o início da instituição dessa forma de pagamento.

 

Com base nisso, torna-se ainda mais urgente o controle das receitas corretamente, inclusive as formas que foram recebidas (cartões, boleto, dinheiro, transferência, PIX, etc.) a fim de dar lastro a todas as operações e evitar autuações.

Em caso de dúvida, fale conosco.

 

Serviços Athus relacionados ao tema:
– Planejamento Tributário
– BPO Financeiro

Fonte: CONFAZ
Convênio 50/2022

Declaração de Imposto de Imposto de Renda 2022

Início do prazo para entraga da sua declaração

No próximo dia 07/03/2022 começa o prazo para entrega da declaração de imposto de renda 2022 que refere-se aos eventos ocorridos em 2021. 
As declarações podem ser entregues até o dia 29/04/2022.

O ideal é que a entrega seja efetuada no início do prazo, principalmente para que tem valores para restituir, pois assim pode entrar na restituição dos primeiros lotes.

Cronograma de restituição (lotes)

1º – 31/05/2022
2º – 30/06/2022
3º – 29/07/2022
4º – 31/08/2022
5º – 30/09/2022

Quem deve declarar

Quem em 2021

I – recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 28.559,70 (vinte e oito mil, quinhentos e cinquenta e nove reais e setenta centavos);

II – recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40.000,00 (quarenta mil reais);

III – obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do Imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;

IV – relativamente à atividade rural:

a) obteve receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 (cento e quarenta e dois mil, setecentos e noventa e oito reais e cinquenta centavos); ou

b) pretenda compensar, no ano-calendário de 2021 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2021;

V – teve, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300.000,00 (trezentos mil reais);

VI – passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro; ou

VII – optou pela isenção do Imposto sobre a Renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005;

Fale conosco agora para providenciarmos a entrega da sua declaração

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